Reflexões

O que aconteceu com blogs e revistas femininos?


Uma reflexão sobre a mídia de veículos femininos que pairava aqui nos meus rascunhos há meses… Foge da temática do blog, mas acho que é legal trazer esta reflexão pra blogosfera…


Quando eu era pequena, amaaaaava revistas femininas. Fui geração Smack! (quem lembra? Tive todas rsrs), Witch, Atrevidinha, Capricho, Gloss… E acompanhava sempre blogs que hoje são referência nacional (alguns até mundial).

Amava. Podia passar horas e horas da minha vida lendo “Como arrasar no volta às aulas” e fuxicando looks do dia alheios.

Rotina e compromissos

Daí que a “vida” veio. Fiquei sem tempo de ler revistas de cabo a rabo, e muitas vezes passava semanas sem acessar nenhum blog. Ainda mais por estudar Jornalismo, na faculdade me sentia na obrigação de ler Piauí, Carta Capital e site só os de notícia.

Ocasionalmente tirava um tempinho numa livraria lendo rapidinho uma revista ou acessando 15 blogs ao mesmo tempo e correndo atrás do “tempo perdido”.

Esses meios de informação foram muito importantes pra mim. Pra quem eu era – ao abordar assuntos desconhecidos, fora do meu mundinho e me amadurecer – e pra quem eu sou – escolhi Jornalismo porque, dentre outros motivos, claro, eu queria ser essa pessoa amadurecendo outras.

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Com o ano de viagens, o trabalho, a faculdade chegando ao fim, me perdi e não consegui mais dar a devida atenção aos blogs e revistas voltados ao público feminino. Claro que homens também podem ler, mas todo meio de comunicação tem um público-alvo.

Mídia feminina

Há algumas semanas voltei a consumir este tipo de publicação.

Gente… O QUE ACONTECEU?

As revistas não são mais atrativas! Metade das páginas são propaganda, os temas são todos clichês, repetitivos e cansativos, as pessoas nas capas não parecem mais interessantes (ainda existe ideal de corpo e rosto na sociedade hoje em dia? Rs, reflexão pra outro post…). Não há mais prazer em ler as matérias…

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E os grandes blogs… Metade da página é propaganda, outra metade é publipost (post pago), e um restinho é informação mesmo. Não vejo nada de errado nos banners e publiposts em blogs, pelo contrário, e até faço, mas às vezes é muito exagerado, mal conseguimos ler nada de tanto propaganda em volta do texto. E os looks do dia? Meeeu deus… Um post com trinta fotos da pessoa andando toda feliz pela rua e “arrasando” no look? Desde quando isso é legal?

Claro que ver look de outras pessoas é super inspirador, forma de pesquisa e reflexo do mundo atual, mas quando é natural, sem toda uma preparação a “luz ideal”. Sei que encontrar conteúdo novo todo dia é dificílimo – vejo por este blog – mas os blogs acabam ficando repetitivos e sem personalidade.

Blogs

Acho incrível a nova profissão blogueirx, e sei como é difícil se destacar com este trabalho. Mas muuuuita gente por aí só foca no lado comercial dele, nos eventos que vai, nas roupas/brindes/viagens/comida que ganha… E sua voz? E sua opinião sincera, sua visão sobre o mundo?

E não importa o universo, seja ele de moda, de viagem, música, empreendedorismo… As visões individuais são o que traz brilho aos blogs, e hoje quase todos parecem genéricos demais (há exceções sim!).

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Não estou me referindo a nenhuma revista ou blog específico, é só algo que me acorreu após ler bastante deles algumas semanas atrás.

Amadurecimento

E também… Será que as revistas e os blogs que mudaram ou eu que mudei? Ou a sociedade como um todo mudou? Explico.

Talvez, sim, as revistas e blogs sempre foram assim e eu que cresci e amadureci e só percebi tudo isso agora. Talvez elas estejam sim mais vazias e sem conteúdo devido à necessidade de sobreviverem nessa guerra comercial que vem sugando vários meios de informação.

Ou, talvez, nossa sociedade tem mudado tanto, que não há mais espaço para conteúdo vazio. Feminismo, comunidade GLBT, novos valores… O mundo está transformando-se tanto, com os mais variados temas relevantes, que é necessário produzir pautas mais densas a fim de cativar o público.

Este post todo foi um grande desabafo e reflexão, e, se você leu tudo, obrigada! rs

E eu não fujo à regra, também preciso me policiar para ver quando de fato produzo algo relevante ou quando influencio pessoas sem embasamento algum.

Qual sua opinião sobre o assunto?

Beijo,

Amanda

Opine aqui à vontade!

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1 comentário

    eu também sou dessa época, e como gostava de guardar as revistas, era outro mundo, e isso das propagandas é a pura verdade!