Minha experiência: Tóquio!

Oi gente, tudo bem? Meu nome é Fernanda e eu sou a irmã da Amanda. Depois de muita enrolação eu finalmente vim aqui colaborar um pouco no blog da minha hermana pq né, vai que um dia ela começa a ganhar coisas grátis… hahaha brincadeira (na verdade não). Enfim, pra começar com o pé direito vim falar sobre o país mais incrível que eu já visitei…. JAPÃO!

Como vocês devem saber pelo post que a Amanda fez aqui, nessa família a gente não se importa de viajar sozinho. Na verdade a gente gosta – e muito – disso hahaha. E não foi diferente na minha viagem para o Japão. Sempre foi um grande sonho conhecer esse país e como ninguém queria/podia ir comigo eu fui all by myself, já que oportunidades assim a gente não joga pela janela.

Saí de São Paulo numa sexta e cheguei em Tóquio só no domingo. Meu primeiro dia  – de quatro na cidade, porque depois visitei outras 🙂 – começou logo às 4:30 da manhã (obrigada fuso-horário). Mas estando do outro lado do mundo não podemos desperdiçar nenhum segundo, não é mesmo? Bom, já tinha lido que no primeiro dia em Tóquio vale a pena conhecer o mercado de peixes, uma vez que você vai, querendo ou não, acordar cedo graças ao fuso.

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O mercado abre às 5:00 da manhã. Coloquei uma calça jeans e um chinelo havaianas (ingenuidade) e segui a caminho do metrô. Estava com receio de não conseguir entender as placas e mapas mas para a minha surpresa foi incrivelmente fácil. Eles têm muita coisa em inglês, o verso do mapa nomeia as estações de modo ocidental, o que facilita demais! O Mercado de Peixes Tsukiji fica próximo à estação de metrô que leva mesmo nome, mas dá pra chegar também pela estação Tsukijishijo. Ele é gigantesco, com várias divisões. Você vai encontrá-lo facilmente pois o odor é bem característico. Tome cuidado com carrinhos elétricos conduzidos por comerciantes, que podem te atropelar. Existe uma variedade enorme de peixes, nunca tinha visto tantos na minha vida!

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Alguns peixes gigantes sendo carregados pelos carrinhos elétricos

A parte com os peixes não tem muitos turistas, eu era literalmente a sardinha perdida (kkk) a maioria dos compradores eram comerciantes ou locais. O mercado é famoso pelos leilões com os comerciantes gritando seus produtos. Andando um pouco mais por fora do mercado, vi muitas lojinhas e restaurantes. Aí sim encontrei os turistas. Os restaurantes tem mercadoria fresca, então são lotados e aparentemente bons. Mas às 7:00 da manhã meu estômago não estava preparado para o choque cultural e achei melhor esperar para provar em uma próxima oportunidade. As lojinhas são típicas para turistas com produtos variados.

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Alguns produtos a venda

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Lembram-se que disse que foi ingenuidade ir de calça jeans e chinelo? Pois é, quando olhei meu pé percebi-o todo preto com aquela água suja dos peixes do mercado e a minha calça jeans ganhou várias escamas. Desculpem-me pelos detalhes mas queria contar como é se sentir uma sereia underground hahaha brincadeira. Não sei o que é adequado para esse tipo de passeio. Talvez botas de plástico mas não levei nenhuma comigo na viagem.

Decidi seguir para o bairro de Shinjuko, um centro comercial e administrativo. Quando cheguei percebi que estava tudo fechado, já que era 7:30 da manhã! Mesmo assim continuei andando. Tirando os restaurantes, encontrei uma única loja aberta. Descobri que ela é 24hs e duma rede no Japão simplesmente incrível! Bem pra turista mesmo, chama Don Quijote. Vende absolutamente tuuudo que você pode imaginar e é tax free. Os preços são variados, assim como os produtos, e vale a pena conferir, principalmente pra comprar aqueles cacarecos bem japoneses que parecem inúteis – e realmente são – mas a gente compra mesmo assim.

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Shinjuko

As lojas da rede tem cerca de 5 andares e você se perde facilmente dentro delas. Produtos de beleza, fantasias, artigos para casa, lentes de contato coloridas, massageador, perfumes, adesivos, roupas, comida,  etc. É tanta coisa que não dá pra explicar. Achei demais, queria comprar tudo! Ainda estava cedo e eu estava com aquela sensação de fedor de peixe misturado com escamas e pé preto então decidi voltar para o hotel tomar um banho. Mais tarde parti então para o bairro de Shibuya.

Desci logo na estação em frente a Shibuya Crossing, o cruzamento mais lotado do mundo. Foi bem interessante a experiência de cruzá-lo, tanto que fiz cinco vezes hahahaha. Perto do cruzamento existe uma estátua e parede em homenagem ao Hachi ou Hachiko (aquele cachorrinho que ganhou um filme com o Richard Gere. Esperava o dono todos os dias na estação até que um dia o dono morreu mas o cachorro continuou indo à estação dia após dia no horário esperado aguardando o retorno dele).

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Parede do Hachi
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Shibuya Crossing

Andei um pouco pelo bairro e vi lojas de todo o tipo, comidas, roupas, acessórios… entrei em uma de eletrônicos e descobri que tinha 4 andares. Queria comprar um chip para o meu celular e achei pela pechincha de 2800 ienes (cerca de 70 reais), um plano pré pago para usar por 15 dias só com internet (o que pra mim era perfeito). As pessoas em Tóquio no geral não falam inglês; achei que todo mundo que eu encontrasse na rua ia saber se comunicar comigo em inglês, mas não. A maioria das pessoas não fala mais que duas palavras, mas a vontade de ajudar é muito grande.

Eles se esforçam MUITO, sempre com um sorriso no rosto e usam os gestos. O moço que estava configurando meu celular não falava nada de inglês. Ele falava para o celular dele em japonês, o qual traduzia para inglês e ele mostrava para mim. Depois eu respondia em inglês para o celular e aparecia a transcrição em japonês para ele! Foi bem engraçado e deu tudo certo.

Uma coisa interessante de Tóquio é que muitas das estações de metrô são gigantescas, pois muitas linhas se cruzam. Elas parecem shoppings subterrâneos e você pode passar o dia dentro delas. Quando estava voltando para o hotel entrei em uma área dentro da estação de metrô muito legal, com um mercado dentro. Tinha mil opções de comidas, tudo muito diferente, queria provar de tudo. Acabei comprando um prato com sushis mesmo porque estava com vontade de provar.

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Meu jantar

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Minha primeira impressão geral do primeiro dia foi que cada lugar tem uma coisa inesperada e eu tinha vontade de comprar tudo para levar pro Brasil e mostrar para as pessoas. Tem muuuita gente e os lugares estão sempre cheios, mas não é difícil se locomover e pedir ajuda pois as pessoas são muito simpáticas.

Uma informação muito importante que eu descobri do jeito mais difícil: quase não existem lixeiras nas ruas. Os habitantes são incentivados a carregar o próprio lixo consigo e jogá-los em suas casas. Então se for para lá ande sempre com um saquinho. Existe muito respeito entre as pessoas, principalmente em relação aos mais velhos. Nos metrôs todos ficam em silêncio e a leitura é incentivada dentro dos vagões. Não se pode conversar alto nem escutar música no último volume. Parece bizarro mas o metrô é estranhamente silencioso (na medida do possível).

Comecei o segundo dia visitando a Torre de Tokyo, que é uma torre de comunicação com cerca de 333 metros de altura. Existem dois observatórios, um a 150 metros de altura do chão e outro a 250 metros. Achei ok, não penso que vale tanto assim a visita. Além disso, como o dia estava nublado não deu pra aproveitar muito.

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Tokyo Tower

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Vista do primeiro observatório

Depois segui para Happo-en, um jardim lindo com um lago cheio de carpas. Muitos bonsais e plantas diversas, num ambiente tradicional japonês.

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Happo-en
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Lago com carpas
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Bonsais

No jardim existe uma pequena casinha que recebe turistas para uma típica cerimônia do chá. Foi muito interessante a experiência e valeu a pena. O chá servido é o “matcha”, famoso chá verde. As instrutoras vestidas com quimonos falam sobre a história do chá e como fazê-lo a partir do pó e como tomá-lo propriamente. Antes de beber o chá você deve comer um pequeno doce que tem gosto de açúcar. Depois recebe o chá (na minha opinião) horrivelmente amargo. Bebi tudo e fiz cara de “huum que delícia” mas de verdade estava sentindo gosto de grama. Aproveitei o momento e estava me sentindo imersa na tradição e por isso valeu a pena mas com certeza não foi pelo gosto do chá hahaha.

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Casa da cerimônia do chá

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Cerimônia do chá

Segui então para o Pálacio Imperial, local onde mora o Imperador japonês. Não é possível entrar ou chegar muito perto, só podemos observar de longe o jardim e um pouquinho do palácio, então achei sem graça.

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O mais próximo que cheguei do Palácio

Mais tarde fiz um passeio pelo rio Sumida que terminou próximo ao templo budista Sensō-ji, em Asakusa. É o templo budista mais antigo de Tóquio e foi construído originalmente para preservar a estátua da deusa Kannon. Ao redor do templo existem muitas lojinhas típicas para turistas, com souvenirs, comidinhas, etc. Esse local chama-se Nakamise.

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O templo
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Nakamise

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O templo em si é muito lindo, a arquitetura é o que eu esperava de um templo budista tipicamente japonês. De cor vermelha intensa, chama muito a atenção. É interessante a quantidade de turistas e as informações que você escuta dos inúmeros guias ao redor.

No caminho ao templo existe um caldeirão com incensos no qual você pode espalhar  a fumaça pelo corpo em um ritual de purificação antes de entrar no recinto sagrado. Também é possível lavar as mãos e beber a água dos chafarizes locais de água purificada. Existe todo um método para fazer tal atividade corretamente e eu procurei escutar os guias ao redor e imitar o que estavam fazendo. Também pode-se comprar papéis com a sorte escrita, que eu decidi não fazer, uma vez que não entenderia o que estava escrito…

No terceiro dia fui fazer uma bate-volta na cidade de Nikko. Comecei pelo templo xintoísta Nikko Toshugo Shrine. O complexo fica em uma floresta e é repleto de diferentes construções. Cinco estruturas do templo são categorizadas como tesouro nacional do Japão. A paisagem foi o ponto forte do passeio. Existe no local uma enorme escadaria que chega ao topo da floresta. É um pouco cansativo mas vale a pena a subida.

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Nikko Shrine

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Escadaria

Depois do almoço visitei ainda o Lago Chuzenji, que fica dentro do Parque Nacional de Nikko. Lá também ficam as Cataratas de Kegon, formadas quando o Rio Daya foi reconduzido pelo fluxo de lava. Infelizmente o dia estava nublado e não foi possível enxergar muito.

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Meu almoço
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Lago Chuzenji
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Cataratas de Kegon

À noite, já de volta à Tóquio, fui com uma amiga passear no distrito de Roppongi, conhecido pela sua vida noturna. Fomos em dois bares e depois entramos em um karaokê, uma experiência muito divertida e totalmente diferente do que eu esperava. Você paga um valor por uma salinha no karaokê e ganha dois drinks. Lá dentro escolhe as músicas e fica cantando a vontade até acabar seu tempo. Saímos de lá por volta de 1:00 da mahhã e fomos “matar a larica” comendo o famoso Takoyaki. É um bolinho com massa parecida com panqueca e recheio de polvo e temperos. O mais interessante é observar como eles são feitos, pois há uma tábua especial que exige habilidade para manuseio.

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Menu de um dos bares
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Karaokê
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Takoyaki

Logo no início do quarto dia, peguei um ônibus em direção ao Monte Fuji. Estava animada pois ele é um dos mais bonitos símbolos do Japão. Infelizmente o dia estava nublado e já fui avisada que se conseguisse ver o vulcão seria muito pouco. A primeira parada foi no Centro de Visitação, o qual possui um observatório e loja de souvenir. A intenção era chegar à quinta estação de observação, entretanto houve um acidente na terceira estação e meu passeio de ônibus chegou ao fim ainda no Centro…

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Kit Kat especial Monte Fuji
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A melhor vista que tive do Monte Fuji =/
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Pelo menos o almoço foi bonito

Subi então a bordo de um barco pelo Lago Ashi, chegando ao Teleférico conhecido como Hakone Ropeway. O dia estava bem feio então a subida do teleférico foi mais tediosa do que proveitosa. Chegando ao topo do morro depois de 25 minutos, tudo que senti foi frio, pois batia um vento muito forte, não conseguia enxergar nada além de muitas nuvens bloqueando a vista – que deve ser maravilhosa durante dias ensolarados, mas para meu azar, estava cinza.

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Lago Ashi
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Teleférico

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Minha decepção

Depois do passeio fui em direção à Nagoya, uma outra cidade e que fica pra outro post. Esse foi só o começo da viagem, tive muitas experiências depois, mas vou contar futuramente! Espero que tenham sentindo um gostinho desse país lindo =)

Fernanda Saviano

2 comentários Adicione o seu

  1. que experiência incrível Fernanda, quero muito ir ao Japão, a sua estória só me deixou com mais vontade. As fotos estão ótimas e mostra como foi legal a sua viagem!

    Curtido por 1 pessoa

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