Feriado em Buenos Aires parte 1

Aproveitei o feriado de Tiradentes (21 de abril) para viajar para Buenos Aires por quatro dias. Não conhecia a Argentina e estava animada, afinal, muitos brasileiros iniciam a vida “viajante” por lá e sempre tive curiosidade em conhecer. Fui com duas amigas, reunimos dicas e partimos.

Havíamos feito reserva em um hotel batarex – eu sou a “hippie” e queria hostel, mas né, minhas colegas cricri pediram e cedi rsrs – em Palermo. Eu não compreendia como os bairros eram divididos lá, mas os principais são Recoleta, Centro, Puerto Madero, San Telmo, Boca e Palermo. Falerei de cada um deles aqui.

Do aeroporto pegamos um taxi (também preferia ter ido de busão hahaha mas as meninas já começaram a me zuar), e achei caro. Todas as companhias tem estandes na saída do portão e o preço padrão era 500 pesos, mais ou menos 150 reais até o centro. Fazer o que, estávamos com mala grande e a viagem demora cerca de 50 minutos. Ficamos amigas do motorista e já combinamos dele pegar a gente na volta.

Nosso bairro, Palermo, é uma mistura de Vila Madalena com Oscar Freire (para quem tem referências paulistas). Cheeeeio de barzinhos e restaurantes fofos, hamburguerias, sorveterias, cafezinhos, praças, lojinhas (caras e baratas), feirinhas de bugiganga, bem arborizado. É uma ótima opção de hospedagem.

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Bom, nossa primeira impressão não foi bem assim… nosso hotel chamava-se Didi Soho e achamos bem ok pelo preço e tudo que oferecia. Estávamos em 3 e nos deram um quarto com cama de casal + duas camas de solteiro, além de pequena bancada de cozinha e banheiro. Deixamos nossas coisas lá e fomos explorar o bairro.

Quando voltamos para tomar banho e nos arrumar para jantar, a odisseia começou. A porta do quarto não abria. Ela era fechada eletronicamente, e apesar da luzinha ficar verde quando passávamos a chave-cartão, a porta estava travada. Chamamos a recepcionista e ela achou estranho e pediu para aguardarmos.

Ficamos uma meia hora sentadas na porta do quarto e nada. Descemos até a recepção e a moça, que descobrimos que era a gerente, estava fazendo ligações. Ela nos ofereceu um quarto para esperar, mas já era umas 19h e não tínhamos nada, tudo, até passaporte e documentos, estavam no quarto. Preferimos esperar na recepção. A ajuda não chegava, uma das minhas amigas até subiu para tentar arrombar a porta, cogitamos subir uma escada e quebrar a janela…

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Começamos a reclamar, falar que não era possível que numa quinta-feira um hotel não teria uma pessoa apta a lidar com essa situação! Pensamos em chamar os bombeiros ou a polícia para abrir a porta, e a gerente começou a ficar desesperada. DUAS HORAS depois, um homem de terno chegou. Pensávamos que era o dono do hotel, não sei, mas era o ex-gerente de lá e a pessoa que a moça havia chamado. Chaveiro para que, né?

Falei que mesmo se eles conseguissem abrir a porta, não queria ficar naquele quarto – algo óbvio, mas que a gerente levou um susto. Assim, enquanto o ex-gerente e a atual gerente trabalhavam na maldita porta eletrônica, nos relocaram para outro hotel (da mesma rede e no mesmo bairro), mais chique e com café da manhã incluso!

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Aguardamos no nosso novo hotel, Nina Suites, bem bom e fofo, e após um tempo nos ligaram avisando que a porta havia sido arrombada. Fomos lá buscar nossas coisas! Hehehe Já era umas 22h, nos trocamos e saímos para jantar por lá. Ufa, que dia!

Acordamos cedo no dia seguinte (adoramos o café da manhã, hehe, com ovo, pães e muito dolce de leche) e fomos explorar. Nossa primeira parada foi o Rosedal, pertinho do Jardim Botânico. Que lugar lindo! Rosas de todos os tamanhos e cores, rendeu várias fotos! Caminhamos do hotel até lá, mas nossa próxima parada era o bairro Boca, do outro lado da cidade, e investimos num táxi.

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Este bairro tem como única atração a Calle Caminito, uma rua super colorida com restaurantes turísicos, lojas de souvenir e pessoas chamando você para dançar tango, tirar uma fotinho e dar um trocado rs. Mas o bairro em si é mais pobre e perigoso que o resto de Buenos Aires, até mesmo o taxista nos alertou para não entrarmos em nenhuma rua vazia e/ou fora do circuito turístico. Ficamos um tempinho ali curtindo a vibe e fuçando as lojinhas de souvenir.

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Seguimos então – de táxi – para o centro da cidade, mais especificamente para a Calle Florida, a principal rua do comércio de lá. Estávamos com fome e entramos no shopping Galerias Pacífico e comemos na praça de alimentação mesmo. Achei bem caro! Esperava aproveitar pechinchas porteñas mas a cidade em si estava caréssima! Almocei frango na praça de alimentação e paguei cerca de 30 reais!

Bom, passeamos mais um pouco por lá e depois fomos caminhando – era longe, viu – até a livraria El Ateneo Grand Splendid, no bairro de Recoleta, considerada uma das mais bonitas do mundo por estar instalada num antigo teatro. Sinceramente? Decepção. Não é muito grande e tem um aspecto velho… sei lá. Acho que algumas livrarias no Brasil dão de 10 a 0 na El Ateneo…

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Estávamos cansadérrimas e voltamos para o hotel. Umas das minhas amigos ficou por lá e eu fui com a outra passear mais um pouco por Palermo, aproveitando o bairro. A cada esquina, uma novidade fofa, cafezinhos, sorveterias, lojinhas cool… bem bacana mesmo! Mas infelizmente não há muito metrô perto e ele é um pouco afastado do centro. Mas este é o único ponto fraco na minha opinião.

Depois do passeio voltamos para nos arrumar e sair. Naquela noite queríamos conhecer Puerto Madero e jantar por lá. Essa região foi há pouco tempo revitalizada e o que antes era um Porto de carga desleixado hoje abriga os restaurantes mais caros e as baladas mais elitistas de Buenos Aires. Pegamos um Uber (atenção que há uma grande briga entre táxis e Ubers na cidade, não dê muita bandeira que você está entrando em Uber) e fomos para lá.

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Não podíamos deixar de comer carne por lá, a meca dos abatedouros, e fomos no Cabaña Las Lilas, um dos locais mais tradicionais de parrilla argentina. Não foi barato, mas queríamos provar itens de qualidade e valeu a pena. Pedimos vinho e, de sobremesa, um crepe de dulce de leche… que maravilha! Não sou tãaaao chegada em coisas tão doces mas estava simplesmente incrível!

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Percorremos a área de Puerto Madero mais um pouco – à noite é bem charmosa – vendo os barzinhos e restaurantes. Seguimos de volta para Palermo e terminamos a noite num bar-balada por ali bem legal. A noite porteña começa tarde (tipo 2h da manhã), e com o dia agitado logo nos cansamos. Ufa! História e textão para essa primeira parte! Logo mais posto a segunda!

Beijos,

Amanda

Ei, quer dicas de onde se hospedar na cidade? Veja o post do blog LolePocket!

E que tal mais dicas de Puerto Madero? Confira o post do blog Uma Turista nas Nuvens!

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5 comentários Adicione o seu

  1. Josiane Bravo disse:

    Que delicia, estarei indo no mês que vem para Buenos Aires pela primeira vez. Vou fazer um curso intensivo de espanhol por lá, mal posso esperar para conhecer

    Abraços

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    1. Que maximo!! Depois conte o que achou!! Beijao!

      Curtido por 1 pessoa

      1. Josiane Bravo disse:

        Conto sim 😉 Beijos

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