Copacabana e Isla del Sol, Bolívia

Saindo do cemitério de La Paz, há vans e ônibus que fazem o trajeto de aproximadamente 4 horas até Copacabana, quase na fronteira da Bolívia com o Peru.

A cidade é na verdade um dos principais pontos para se explorar o Lago Titicaca e ir até a Ilha del Sol, considerada local de nascimento dos Incas.

Saindo umas 16hrs de La Paz, chegamos às 20hrs em Copacabana e fomos direto pra um hostel. Não havíamos reservado nada e caminhamos ao entorno da Plaza principal buscando um hostel, coisa que encontramos rapidinho, uma vez que em uma mesma rua é possível encontrar uns dez hósteis. Demos sorte e havia um quarto privado para três pessoas com banho privativo, um luxo que eu não tinha desde Santiago. Na verdade, até em Santiago o banheiro era compartido com as pessoas da casa. Então desde o Brasil, rs.

A Igreja de Copacabana, bem bonita e diferente
A Igreja de Copacabana, bem bonita e diferente

Não estávamos no clima de sair ou ir mais longe para comer, então compramos macarrão num mercadinho e cozinhamos na cozinha do hostel. Fomos dormir cedo e acordamos cedo também, pois o horário do barco para a Isla del Sol era às 8h30 e não queríamos perder.

Contudo, um problema: tempo feio, frio e com chuva. Como iríamos pra Ilha del SOL assim? Resolvemos arriscar e lá fomos nós debaixo de chuva atrás do barquinho. Não compramos com antecedência e chegando no mini porto de Copacabana negociamos com o marinheiro do barco 30 bolivianos cada uma ida e volta (15 reais).

Nosso barco ao fundo
Nosso barco ao fundo

A viagem demora cerca de 3 horas até a Ilha, e fui dormindo no caminho. Ao acordar, uma boa notícia: tempo aberto, com sol! A ilha tem duas partes: a norte, onde estão as coisas incas e as praias mais bonitas, e a sul, mais cara, porém com maior infraestrutura de restaurantes e hotéis. É possível ir de uma parte a outra caminhando, e isso dura cerca de duas horas. Ah, também é possivel acampar nas praias da parte norte, mas isso já é meio demais pra mim hehe

Chegando na parte norte da ilha
Chegando na parte norte da ilha

A princípio, íamos caminhar da parte norte a sul, mas a preguiça falou mais alto e acabamos passeando pela norte e pegando o barco para a sul a fim de almoçar por lá.

Chegando na parte norte, já havia um morador local com um crachá de guia autorizado tentando juntar o grupo para ganhar uma grana como guia. Resolvemos ir com grupo, pois além de tudo não saberíamos andar sozinhas pela ilha. Para andar por lá, é necessário pagar uma taxa de 10 bolivianos (5 reais), e no meio do caminho há moradores locais conferindo se você tem o comprovante da taxa.

Com o grupo e o guia vimos todas as coisas turísticas, os templos incas, os locais de sacrifício, as pedras sagradas. Não há tanto assim para se ver mas eu gostei bastante. Ao longo do caminho, a paisagem parece um balneário de verão europeu, só me faltava aparecer um iate ancorado que eu acreditava que era a costa mediterrânea rs.

Isla del Sol
Isla del Sol
Ruínas incas
Ruínas incas

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Yo nas ruínas
Yo nas ruínas

Depois de umas três horas por lá, fomos com o barco até a parte sul, que cobra uma taxa de 5 bolivianos para ser explorada (2,5 reais). Há muitos restaurantes com vista para o mar e com pratos típicos. Queria muito comer a truta do Lago Titicaca, refeição tradicional e única, pois só ao redor do lago é possível provar.

Truta do lago Titicaca
Truta do lago Titicaca

Não sou a maior fã de frutos do mar e o peixe não me pareceu grande coisa, mas estava bom. Às 15h30 pegamos o barco até Copacabana (atenção com os horários desses barquinhos, eles partem no horário e sem esperar pelas pessoas) e chegamos às 17h30.

Chegando em Copacabana de barco
Chegando em Copacabana de barco

Corremos para ir até o “terminal de ônibus” (aspas aqui porque na verdade não há terminal, apenas um monte de agências de ônibus aglomeradas na rua) comprar passagens para aquela noite mesmo até Cusco. Conseguimos os últimos assentos no ônibus que ia até Puno (o lado peruano do Titicaca) e depois trocamos de ônibus até Cusco. Não deu pra ver muito de Copacabana, apenas a Plaza principal e a Igreja, mas acho que vale passar um dia lá, há vários restaurantes bonitinhos e miradores para observar o Titicaca.

Fronteira com o Peru
Fronteira com o Peru

A parte boliviana acabou, mas o Peru está pronto para ser explorado. No geral, a Bolívia é legal e barata, mas não sei se voltaria. Quem sabe para fazer a Estrada da Morte ou ir até a Amazônia, já que é mais barato que ir do Brasil. Quem sabe!

Beijos,

Amanda

7 comentários Adicione o seu

  1. Ruthia disse:

    No meio do improviso, tudo correu às mil maravilhas. Interessante como os bolivianos estão atentos para rentabilizar o turismo. Não devem ter muita alternativa, não é assim?
    Linda reportagem

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    1. Sim, vivem praticamente de turismo na ilha! Obrigada, Ruthia!

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  2. A caminhada do norte ao sul da ilha é um espetáculo! Acordamos as 4 da manhã para ver o sol nascer da mesa do altar sagrado. Foi de mais, mas realmente não é uma caminhada tão simples, ainda mais pela altitude.

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  3. Carla Araujo disse:

    Muito lindo esse lugar!!! Adorei saber mais sobre!

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  4. Adoro lugares assim e vou incluir no meu roteiro com certeza quando for à Bolivia! Que bom que deram sorte com o tempo no final das contas né? Abraços

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