O que aprendi (até agora) mochilando pela América do Sul

Terminando minha oitava semana na América do Sul, queria colocar no teclado algumas coisas que “aprendi”. Não necessariamente numa ordem, apenas aleatoriamente.

– Viajar é fácil. Escolher um destino, pegar um ônibus, carimbar o passaporte. Estou indo tão tranquilamente de um lugar pro outro, escolhendo meio na hora pra onde quero ir. E a grande maioria das pessoas que conheci aqui faz isso. Não sei por que passamos tanto tempo parados no mesmo lugar! É fácil demais, só precisamos economizar dinheiro e ir.

– Há mais europeus e norte-americanos viajando pela América do Sul do que propriamente sulamericanos. Pessoalmente, cresci com esse medo do continente. Sim, ele pode ser perigoso, mas também é deslumbrante e incrível. Brasileiros precisam aprender a apreciar seu próprio continente.

– Comprar guias turísticos vale a pena. Sempre achei besteira comprar livros sobre destinos, pois podia “encontrar tudo na internet”. Nossa, que engano. Comprei um guia de toda a América do Sul (depois dou a dica) e está valendo demais a pena. Ele realmente me dá uma luz.

– Você NUNCA está sozinho. Fica sozinho quem quer. A quantidade de pessoas que conheci é inexplicável. Em um único passeio é possível voltar com o Facebook de umas três novas pessoas. Pessoas que viajam são abertas. Eu havia planejado 1 mês em Santiago e 2 viajando sozinha. Acabei ficando 5 semanas em Santiago e em momento algum do mochilão estive sozinha. Encontrei amigos no meio do caminho, conheci outros e viajei com eles e estou sempre em contato com pessoas que conheci por apenas algumas horas.

 – Carregar uma mochila (de mochilão mesmo, 60 litros) não é difícil. Selecionei tão bem o que trazer que o mochilão nem é tão ruim. Da última vez que a pesei, tinha 13kg e estava tranquilo. Eu até gosto de carregar. Depois vou fazer um post com o que trazer, a quantidade das minhas coisas é perfeita, nem tiraria ou colocaria nada.

– Eu aprendi que viajar é o que eu quero fazer na vida. Antes, eu não tinha um “objetivo” ao qual seguir, uma meta, um motivo pelo qual trabalhar e ganhar dinheiro. Nunca quis comprar uma casa, um carro ou sei lá o que. Não via motivos pelo qual dar duro. Agora tenho. Eu quero trabalhar para viajar mais e mais.

Eu no Salar de Uyuni
Eu no Salar de Uyuni
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