Sucre, Bolívia

Assim que chegamos na cidade de Uyuni, na Bolívia, destino final da viagem de 3 dias e 2 noites do Chile a Bolívia, eu, minha amiga alemã e um amigo americano que conhecemos na viagem de Uyuni pulamos em um ônibus para Potosí (4hrs) e, de lá, um taxi coletivo para Sucre (3hrs), finalmente chegando na “cidade mais bonita da Bolívia”, segundo muitos bolivianos, além de ser Patrimônio Cultural da Humanidade de acordo com a UNESCO. Ah, ela também é a capital Judiciária do país, uma vez que La Paz é a capital Legislativa e Executiva da Bolívia. Como era 9hrs da noite, fomos direto pro hostel dormir.

Ficamos em um hostel da rede Hostelling International, e ele era um pouco afastado do centro, coisa de 20 min caminhando. Bom, estipulamos que não colocariamos despertardor porque estávamos podres da viagem e acabamos acordando às 12hrs hahaha. Pedimos indicações para comer no hostel (estávamos sem jantar nem café da manhã) e nos indicaram um restaurante que custava cerca de 50 bolivianos (25 reais). Como havia lido bastante sobre a Bolívia, sabia que isso era caro para os padrões do país, e pedi um lugar mais barato. Dessa forma, fomos parar no Mercado Campesino.

Mercado Campesino
Mercado Campesino

O Mercado Campesino está fora de qualquer circuito turístico e, de fato, nós éramos os únicos turistas. Eu amo isso rs. Para os meus amigos, o mercado era um mundo novo e mega interessante, cheio de cultura e coisas exóticas. Minha amiga disse que parecia a Índia da América do Sul. Para mim, era uma mistura de 25 de março com o Mercadão de SP hahaha.

Mercado Campesino
Mercado Campesino

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De qualquer forma, almoçamos sopa de pata de vaca por 10 bolivianos (5 reais) e passeamos por umas duas horas por lá, provando comidas e observando as pessoas. Vende de tuuudo… há até uma parte meio mística, em que fazem trabalhos de macumba e até vende fetos de lhamas e vacas mortos. Sobre os bichinhos mortos, até já havia ouvido falar; os bolivianos, sempre que vão construir algo, como uma casa, devem enterrar um feto no local que vão utilizar, como forma de oferecer à mãe terra. No passado, enterravam até mesmo fetos humanos.

Pata de vaca!
Pata de vaca!
Fetos sendo vendidos na rua
Fetos sendo vendidos na rua
Não sei o que é, mas são coisas de boa sorte e de macumba
Não sei o que é, mas são coisas de boa sorte e de macumba

Ah, a sobremesa “oficial” da Bolívia é gelatina com um creme esbranquiçado por cima, e eles vendem na rua por 1 boliviano (0,50 centavos).

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De lá, seguimos para a Plaza 25 de Mayo, o principal ponto de Sucre, onde estão as coisas mais caras e os edifícios de estilo colonial mais bonitos. No caminho, paramos no Mercado Central da cidade, que era ok mas mas nada como o Campesino. Lá, comi uma fruta chamada Tuna, que vem do cacto e ameeei, achei uma delícia.

Mercado Central de Sucre
Mercado Central de Sucre
Mercado Central de Sucre
Mercado Central de Sucre
Tuna <3
Tuna ❤

Um dos prédios mais pomposos é a Prefeitura, e é possível subir até sua cúpula de graça! A vista é linda e você realmente repara como a cidade é bonita. Vale demais a pena! E Sucre também é chamada de Cidade Branca, pois seus prédios coloniais são todos pintados de branco. Na verdade, a história por trás disso é bem interessante: no passado, os indígenas acreditavam que os raios que caiam do céu eram maus espíritos, e a cor branca os neutralizava, por isso pintaram tudo de branco. Resultou em prédios lindos rs

Entrada da Prefeitura
Entrada da Prefeitura
Vista da cúpula da Prefeitura
Vista da cúpula da Prefeitura

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Caminhamos mais pela praça, tomamos sorvete, visitamos o supermercado (eu amo ver os supermercados de outros países, me sinto uma local rs), a faculdade de letras da cidade, e também o cemitério, que é bonito mas não vale tanto a pena.

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Cemitério
Cemitério

Estávamos cansados e pegamos um táxi do cemitério até o hostel, e aqui na Bolívia táxi é muito barato; era rush hour, estávamos longe e uma corrida de uns 20 minutos deu cerca de 6 reais. Imagina se isso fosse verdade no Brasil…

Descansamos algumas horas no hostel e voltamos para a Plaza 25 de Mayo porque gostamos da cara de um restaurante lá, o Joy Ride. Diferente do Mercado Campesino, não havia um boliviano sequer, apenas turistas se empanturrando com pizzas, carnes e masas. Comi feliz um mega hamburguer por 30 bolivianos (15 reais, caro para padrões “não turísticos”) e depois aproveitamos o bar do restaurante um pouco. Voltamos andando pro hostel numa noite bem agradável e um pouco fria.

No dia seguinte, acordamos também um pouco tarde e logo fomos para a estação de ônibus comprar o ônibus noturno praquela noite, pois planejávamos fazer a viagem de 10 horas a Cochabamba – nosso próximo destino – num ônibus noturno.

Tudo certo, seguimos novamente para o Mercado Campesino para almoçar, e dessa vez comi uma massa com um monte de coisa misturada que eu não faço ideia do que era e estava divino. 10 bolivianos, 5 reais. Ah, outra sobremesa bem interessante na Bolívia são os bolos. Todos parecem saídos de uma confeitaria, cheio de decoração e recheio. Comi um pedaço por 2,5 bolivianos (1,25 reais!) e estava bom.

Estava D I V I N O
Estava D I V I N O

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Fomos então para o Mercado Negro, no caminho para a Plaza 25 de Mayo, pois o nome nos atraiu. Contudo, decepção, é apenas um mercado com roupas populares. Chegando na praça, nos despedimos do nosso amigo americano, pois ele pegaria um ônibus mais cedo para outro destino, e seguimos rumo ao Museo de la Libertad, que muitas pessoas nos recomendaram e parecia interessante. Chegando lá, achamos o ingresso muito caro e estávamos um pouco cansadas, então decidimos nem ir hehehe. Compramos alguns souvenirs, encontramos alguns conhecidos da viagem de Uyuni na rua (sim, todo mochileiro faz a mesma rota na América do Sul hahaha), comemos mais uma Tuna no mercado hehe e voltamos para o hostel para descansar antes de pegar o ônibus de 10 horas a Cochabamba.

Chocolates de Sucre no Mercado Central
Chocolates de Sucre no Mercado Central

Eu adorei Sucre, achei bonito, cheio de cultura e interessante. Recomendo, mas mais de dois dias já é demais.

Beijos!

Amanda

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